Se você entrasse na cabine de um avião e visse todos os painéis desligados, confiaria no piloto? Provavelmente não. No entanto, milhares de empresas no Brasil “pilotam” suas operações de atendimento, vendas e suporte exatamente assim: no escuro.
A gestão de atendimento ao cliente, seja via voz ou chat, gera uma quantidade massiva de dados diariamente. Cada “alô”, cada mensagem trocada, cada segundo de espera na fila é um dado. O problema é que, sem as ferramentas certas e o conhecimento estratégico, esses dados não ajudam em nada.
Para transformar esses dados em Inteligência Operacional, precisamos falar sobre KPIs. Diferente de métricas comuns, que são apenas números brutos, os KPIs são indicadores que contam uma história sobre a saúde do seu negócio.
Neste blog, vamos abordar os indicadores essenciais que todo gestor de operações, TI e CX precisa acompanhar. Vamos sair do básico e entender como ferramentas modernas, como o PABX Virtual da Baldussi, transformam esses números em lucro e satisfação.
Por que monitorar é uma questão de sobrevivência?
Antigamente, monitorar atendimento significava ter um supervisor andando pela sala com um cronômetro, focado apenas em medir quanto tempo cada operador demorava em uma ligação, ignorando a qualidade da conversa. Hoje, com equipes híbridas, home office e múltiplos canais, a gestão visual física mudou. A gestão agora é baseada em dados em tempo real.
Monitorar KPIs corretamente permite três ganhos imediatos:
1. Visibilidade da equipe: saber quem performa bem e quem precisa de treinamento, mesmo à distância.
2. Previsibilidade: entender picos de demanda para dimensionar a equipe.
3. Experiência do cliente: identificar gargalos antes que isso se torne um problema de satisfação e prejudique a reputação da empresa..
Mas atenção: existe uma armadilha perigosa chamada “paralisia por análise”. Tentar medir tudo pode te impedir de focar no que importa. Abaixo, separamos alguns KPIs em categorias estratégicas.
KPIs de eficiência operacional
Estes indicadores mostram se sua operação é ágil e se os recursos estão sendo bem utilizados.
1. TMA (tempo médio de atendimento)
É o clássico das operações de atendimento. É a soma de todo o tempo falado dividido pelo número de chamadas.
O erro comum é achar que quanto menor, melhor. Um TMA de 30 segundos pode significar que seu atendente está “despachando” o cliente sem resolver o problema.
O TMA deve ser analisado junto com a qualidade. Se o TMA caiu mas as reclamações subiram, você tem um problema.
2. TME (tempo médio de espera)
Quanto tempo seu cliente fica ouvindo a “música de espera”?
Esse é o indicador de respeito ao consumidor e é muito importante analisá-lo. Em tempos de imediatismo, filas longas destroem o NPS.
Se o TME está alto, sua URA pode estar mal configurada ou sua equipe subdimensionada. Ferramentas de callback (retorno automático) ajudam a mitigar isso.
3. Taxa de ocupação dos agentes
Qual porcentagem do tempo logado seu agente passa realmente atendendo ou em trabalho pós-chamada?
Uma ocupação de 100% gera burnout (esgotamento da equipe), já uma ocupação de 40% gera prejuízo financeiro. O ideal de mercado gira em torno de 75-85%.

KPIs de qualidade e experiência
Eficiência sem qualidade é apenas um jeito rápido de perder clientes. Aqui entramos nos indicadores que medem a satisfação.
4. FCR (resolução no primeiro contato)
Para muitos especialistas, este é o rei dos KPIs. Ele mede a porcentagem de chamadas resolvidas sem necessidade de retorno ou transferência.
O impacto é um FCR alto, que significa custos menores (menos chamadas) e satisfação altíssima.
Se o cliente liga três vezes para resolver uma fatura, seu processo está quebrado. Cruzar dados de telefonia com o CRM é vital para medir o FCR.
5. Taxa de abandono
Quantas pessoas desligam antes de serem atendidas?
Um número alto é um alerta vermelho, já que o abandono pode indicar a satisfação do cliente. Ele teve uma experiência ruim e você nem ficou sabendo o que ele queria.
Muitas vezes o abandono acontece com uma URA confusa. Contudo, é possível simplificar suas opções de menu para diminuir o percentual total.
6. NPS e CSAT
Embora sejam métricas de pesquisa pós-atendimento, elas devem ser cruzadas com os dados de voz.
Entenda a correlação: um cliente que esperou 10 minutos (TME alto) dificilmente dará uma nota 10 no NPS, mesmo que o atendente seja ótimo. Monitorar essa correlação ajuda a provar para a diretoria que investir em infraestrutura de telecom aumenta a satisfação do cliente.
KPIs estratégicos e financeiros
Esses indicadores ajudam a entender se o seu investimento financeiro está obtendo retorno.
7. Custo por contato (CPC)
Quanto custa cada “alô”? Some salários, tecnologia, infraestrutura e divida pelo volume de atendimentos.
O uso de chatbots no WhatsApp (via API) e URAs inteligentes tende a reduzir drasticamente o CPC, pois retém as dúvidas simples, deixando para o humano apenas o que é complexo.
8. Taxa de conversão (para vendas)
Quantas ligações atendidas resultaram em venda?
Para ter essa resposta, é fundamental cruzar os dados do seu PABX com o seu CRM. Entender o volume de chamadas necessário para gerar um fechamento é o que separa uma operação de “atendimento” de uma operação de “vendas”. Monitorar esse funil permite identificar gargalos no discurso comercial ou na qualidade dos leads.
O papel da tecnologia na gestão de KPIs
Você conheceu os indicadores. Agora, a pergunta de um milhão de reais é como extrair tudo isso sem passar o dia preenchendo planilhas do Excel?
A resposta está na infraestrutura. Tentar gerenciar KPIs modernos com telefonia analógica ou WhatsApp em celular pessoal é impossível. A gestão eficiente exige ferramentas nativas digitais.
PABX virtual e nuvem
Entendendo que gestores precisam de insights e não apenas de listas de chamadas, o PABX Virtual da Baldussi foi desenhado para entregar inteligência.
A nuvem registra 100% das interações, além de realizar a gravação do áudio, onde sabe quem ligou, quem atendeu, quanto tempo durou e se foi transferido. Sem essa centralização, não há dados confiáveis.
A plataforma do nosso PABX oferece:
– Relatórios: visualize o volume e o fluxo de chamadas.
– Gravação de chamadas: facilidade para ouvir e auditar a qualidade técnica e comportamental.
– Histórico completo: rastreabilidade de todas as interações da equipe.
– Gestão de produtividade: entenda em detalhe o rendimento da sua equipe e a disponibilidade dos ramais.
Como começar a medir?
Se você está saindo do zero ou do caos das planilhas, siga este roteiro:
1. Defina o objetivo: o que dói mais hoje? Vendas baixas? Reclamação de demora? Custo alto? Escolha 3 KPIs para começar. Não tente abraçar todos de uma vez.2. Audite sua ferramenta: sua telefonia analógica entrega esses dados? Se não, considere migrar para uma solução em nuvem.
3. Estabeleça metas reais: não exija um TMA de 2 minutos se a média atual é 10. Reduza gradualmente.
4. Envolva a equipe: mostre os números para os atendentes. A transparência gera autogestão.

Transforme a análise de sua operação
Os KPIs são essenciais para a sua operação. Funcionar sem eles é contar com a sorte. Em um mercado onde a eficiência define a margem de lucro e a experiência define a fidelidade, ter o controle dos dados de voz e chat é obrigatório.
A Baldussi entrega inteligência e soluções para que você gerencie sua operação com nível de excelência.
Quer saber como estruturar sua operação para ter acesso a esses dados?
Fale com nossos consultores e conheça a nossa tecnologia de gestão.