No episódio de estreia do nosso podcast oficial, o #BaldussiCast, sentamos para debater o cenário atual das comunicações corporativas. A conversa trouxe tendências de mercado e rapidamente chegamos em um ponto central, indiscutível e urgente: a Inteligência Artificial como uma ferramenta indispensável no presente e que separa as operações lucrativas daquelas que estão perdendo receita sem perceber.
Durante um tempo, o mercado de tecnologia comprou a narrativa de que a voz estava morta. Acreditava-se que o avanço dos aplicativos de mensageria, como o WhatsApp, e a digitalização extrema reduziriam as chamadas telefônicas a zero. No entanto, os dados mais recentes do mercado provam exatamente o contrário. A voz não morreu, ela ainda é um canal de muito valor agregado, o ponto de contato em que as negociações mais complexas, os fechamentos de alto ticket e as retenções críticas de clientes acontecem.
Então o grande problema de 2026 é falta de clareza operacional. Neste artigo, vamos nos aprofundar sobre o uso de IA no atendimento, analisar por que o consumidor brasileiro está cada vez mais exigente e mostrar como a integração entre a telefonia em nuvem e a inteligência de dados é a única saída para reduzir o custo de aquisição de clientes (CAC) e maximizar o tempo de vida do cliente (LTV).
O problema dos dados ignorados
Mesmo com toda a transformação digital, o Brasil ainda mantém mais de 250 milhões de linhas telefônicas ativas, segundo a Anatel. Em setores de alta complexidade, como serviços financeiros, saúde, telecomunicações, educação e varejo B2B, a voz continua sendo um dos principais canais de conversão e renegociação.
No entanto, um alerta grave ecoa no mercado: as empresas estão ignorando os sinais vitais emitidos pelos clientes durante essas chamadas.
Conforme apontado por especialistas em inteligência de dados, como Alexandre Kohatsu (CRO da Mobcall), existe um risco silencioso corroendo as margens das empresas. Enquanto as organizações investem para rastrear cliques em sites, analisar o ROAS de campanhas digitais e mapear mapas de calor em aplicativos, o canal de voz segue sendo tratado como um mero custo operacional.
A ilusão das métricas de vaidade
Muitos gestores comerciais e de Customer Success acreditam que têm controle da operação porque monitoram o volume de chamadas, o tempo médio de atendimento (TMA) ou o tempo de espera. Mas essas são métricas de superfície. Saber que uma ligação durou quatro minutos não revela absolutamente nada sobre a intenção do cliente, as objeções de vendas levantadas ou os sinais de insatisfação que antecedem um cancelamento (churn).
Quando o conteúdo das conversas não é analisado, a gestão toma decisões estratégicas com base em fragmentos. A voz é, na verdade, um ativo estratégico subutilizado. Cada chamada não auditada é uma oportunidade de venda perdida ou uma falha de conformidade que passa despercebida, enfraquecendo a sustentabilidade financeira do negócio a longo prazo.
O fator humano, a sobrecarga e o erro operacional
Para entender por que a Inteligência Artificial se tornou uma necessidade estrutural, precisamos olhar para quem está na linha de frente: o atendente.
E esse não é um assunto que está sendo pesquisado apenas hoje em dia. Em 2022, saiu um estudo revelador da Pegasystems que demonstrou as graves falhas estruturais dos call centers tradicionais e operações de inside sales.
Nos dados, 64% dos profissionais disseram que, por muitas vezes, se distraem ao coletar os dados dos clientes e, como resultado, não conseguem se concentrar nos atendimentos. Enquanto o cliente explica uma dor complexa, o operador está focado em preencher abas de sistemas, copiar e colar dados no CRM ou registrar protocolos intermináveis.
Além disso, cerca de 37% disseram que essas desconcentrações acontecem o tempo todo ou frequentemente, tornando os erros no cadastro manual de dados ainda mais frequentes.
Essa fragmentação da atenção gera um efeito cascata na experiência do consumidor:
- Resolução lenta: os profissionais levam bem mais tempo para solucionar problemas simples.
- Falta de empatia: a pressão do sistema engessado impede a escuta ativa, resultando em um atendimento robotizado feito por humanos.
- Dados inconsistentes: a inserção manual de dados gera distorções no CRM, sujando a base da empresa e prejudicando futuras ações de marketing e vendas.
A lição que tiramos desses dados é que exigir excelência humana usando ferramentas analógicas não faz sentido. É nesse cenário de exaustão operacional que a Inteligência Artificial entra, não para substituir o humano, mas para libertá-lo do trabalho braçal, permitindo que ele foque no que realmente importa, que é a negociação, o relacionamento e a resolução de problemas.

O problema de percepção com a IA que frustra vs. a IA que resolve
Se a tecnologia é a solução, por que ainda há tanta insatisfação? A resposta está na forma como a IA vem sendo implantada nas operações.
Um relatório global profundo da Twilio, focado em 2026, revelou que a América Latina, e especificamente o Brasil, lidera a adoção de IA no atendimento. Impressionantes 44% das empresas brasileiras estão em fases avançadas de implantação dessas tecnologias.
No entanto, o relatório trouxe à tona um problema de percepção preocupante: 96% das organizações acreditam que seus clientes estão satisfeitos com as soluções de IA oferecidas, mas apenas 66% dos clientes confirmam essa satisfação.
Onde as empresas estão errando?
A frustração do consumidor brasileiro não é com a Inteligência Artificial em si, mas com a quebra da continuidade. O maior ponto de atrito mapeado pelo relatório é a transição entre o agente virtual e o agente humano.
Muitas empresas utilizam bots de IA apenas como barreiras de contenção para impedir que o cliente chegue ao atendimento humano. Quando o bot não consegue resolver o problema e transfere a chamada, o contexto se perde. O cliente é obrigado a repetir o CPF, reexplicar o problema e reviver toda a frustração. Isso destrói a experiência, eleva a irritação e aumenta a probabilidade de churn.
Para 2026 e além, o mercado já ditou que a vantagem competitiva não está na velocidade da IA, mas na sua interoperabilidade e resolução eficaz.
A consequência do descaso e o aumento das reclamações na Anatel
Quando ignoramos os dados de voz, sobrecarregamos a equipe e implementamos a IA de forma engessada, temos o resultado refletido diretamente nos órgãos de defesa do consumidor.
O relatório “Panorama de Reclamações de 2025” da Anatel ilustrou perfeitamente as consequências de um CS ineficiente. Após anos de quedas sucessivas, as queixas voltaram a subir, registrando quase 1,4 milhão de reclamações.
Os temas que puxaram essa alta são sintomáticos: os cancelamentos tiveram crescimento de 19,4% e as cobranças tiveram um crescimento de 13,6%.
Tanto cancelamento quanto cobrança são jornadas críticas e de alta fricção. Quando um cliente liga para cancelar um serviço, ele já está insatisfeito. Se ele enfrenta uma URA infinita, um atendente sem contexto ou uma ligação que cai misteriosamente, a insatisfação vira denúncia.
No caso de cobranças (frequentemente associadas à falta de transparência e quebra de expectativas de ofertas), o atendimento precisaria atuar como um mediador claro e eficiente. A ausência de uma Monitoria de Qualidade consistente faz com que abusos, falhas de script e informações desencontradas ocorram aos milhares todos os dias, sem que a gestão saiba.
Como a Anatel destacou, essas reclamações não são apenas números; elas são indicativos para processos de fiscalização e sanções pesadas. A ineficiência no atendimento, portanto, passa a ser um passivo jurídico e financeiro importante.
O futuro é multicanal e a sua infraestrutura precisa acompanhar
Como debatido no #BaldussiCast, o consumidor exige fluidez. O relatório da Twilio deixou claro que os brasileiros usam interações via aplicativos de mensageria (como WhatsApp) três vezes mais do que a média global.
O conceito de suporte multicanal é a base do relacionamento moderno. O cliente quer a liberdade de iniciar uma solicitação via WhatsApp, trocar para uma chamada de voz se o assunto ficar complexo. Tudo isso sem que a empresa esqueça quem ele é durante as transições.
Para entregar esse nível de excelência, as empresas precisam deixar para trás os sistemas analógicos, já que uma IA avançada simplesmente não funciona sobre um PABX obsoleto. É impossível extrair inteligência de dados de um sistema que não centraliza a comunicação na nuvem.
A solução Baldussi é extrair inteligência da telefonia
A transformação da telefonia de um centro de custos para um centro de inteligência exige três pilares tecnológicos fundamentais, todos nativos no ecossistema da Baldussi Telecom:
Pilar 1: PABX Virtual
A migração para a nuvem é o primeiro passo. Com o PABX Virtual, a operação ganha mobilidade absoluta através de softphones, permitindo que a equipe trabalhe de qualquer lugar com governança total. Filas inteligentes, roteamento avançado e integração com CRMs eliminam as tarefas manuais (copiar e colar) que, como vimos, causam erros humanos nos atendimentos.
Pilar 2: Baldussi Connect
Para atender à demanda do consumidor por transições fluidas, o Connect centraliza a operação de WhatsApp, integrando-a à telefonia. Se a fila telefônica está cheia, o cliente pode optar por continuar o atendimento via texto. Tudo centralizado, documentado e livre de fricção, resolvendo o gap de satisfação apontado no relatório da Twilio.
Pilar 3: Metricx – Monitoria de Qualidade com IA integrada ao PABX Virtual
É aqui que o problema dos dados ignorados das chamadas é resolvido em definitivo. O Metricx atua como um auditor infalível. Em vez de a equipe de qualidade passar horas ouvindo 1% das ligações para preencher planilhas manuais, o Metricx ouve, transcreve e analisa o sentimento de 100% das chamadas da sua operação, tudo de forma integrada ao PABX Virtual da Baldussi.
Ele pode identificar palavras-chave de risco (como “cancelar”, “procon”, “concorrente”), avaliar a empatia do operador, pontuar se o script de vendas foi seguido e entregar painéis intuitivos para a gestão. O viés humano é eliminado, a equipe recebe feedbacks baseados em dados precisos e a empresa descobre exatamente por que está perdendo vendas ou gerando churn.

Transforme o seu atendimento com infraestrutura de Telefonia e IA
O mercado não permite mais o amadorismo. Hoje, analisar dados de voz é uma questão de sobrevivência empresarial. Reduzir o CAC e aumentar o LTV dependem diretamente da sua capacidade de ouvir, entender e resolver as dores do seu cliente de forma imediata e contextualizada.
Quer entender como essa revolução está acontecendo na prática? Dê o play no Episódio 01 do #BaldussiCast e acompanhe o nosso debate completo sobre o futuro da IA na telefonia.
E se a sua operação ainda sofre com pontos cegos, ligações não auditadas e reclamações crescentes, é hora de mudar.
Fale com os especialistas da Baldussi Telecom e descubra como o Metricx e nosso PABX Virtual podem blindar a sua receita.